Ninguém defende corrupção, diz secretário ao rebater críticas de chefe da Casa Civil



Secretário municipal de Governo da Capital, Luis Claudio (PP) rebateu as críticas feitas pelo chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O ex-vereador classifica como infeliz a declaração de que quem defende o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), também defende a corrupção.


A troca de acusações se deve ao fato do questionamento judicial feito pela Prefeitura de Cuiabá, quanto a decisão do governador Mauro Mendes (DEM) de voltar ao projeto inicial de implantar o BRT (Bus Rapid Transit) no lugar do VLT.

Para fazer com que tal decisão não seja concretizada apenas pela vontade do Palácio Paiaguás, Emanuel entrou com uma ação no STJ (Superior Tribunal de Justiça), pedindo que o Poder Judiciário obrigue o Ministério do Desenvolvimento Econômico a se abster da análise do pedido de troca dos modais. A chancela é necessária para que o governo de Mato Grosso não tenha problemas com o empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal.

Neste sábado, o pedido liminar foi negado pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins. Logo após isso, Carvalho questionou a medida adotada por Emanuel. Entre outras coisas, disse que a defesa do VLT causa estranheza e a ação judicial pode prejudicar a população de Cuiabá e Várzea Grande.

Em defesa do município, Luis Claudio afirma que o Palácio Alencastro não discute o modal, mas tenta garantir que o município seja ouvido. Ressalta que é direito da Capital ser consultada sobre uma obra que é feita dentro da cidade. “Ninguém defende modal ou corrupção, defendemos que a população seja ouvida. Não foi realizada nem audiência pública para debater a questão”, disse ao Olhar Direto.

Luis Claudio também desmentiu Carvalho, quanto ao convite feito pelo governador para anunciar a troca e explicar os motivos que levaram ao fim do projeto VLT. Diz que não há ofício convidando para o debate e que a reunião em que Emanuel foi representado pelo vice José Roberto Stopa (PV), realizada no Paiaguás, foi apenas para comunicar uma decisão já tomada.

“Foi uma decisão unilateral. A prefeitura está fazendo o seu papel, vamos apoiar o que a maioria da população decidir”, completou.


OLHAR DIRETO
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