Secretário cogita novos leitos de UTI para Covid-19 e alerta: ‘impossível ampliar na velocidade necessária’




De volta à ativa após semanas internado, o secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo já chegou alertando a população sobre o aumento de casos do novo coronavírus e de mortes em decorrência da doença em Mato Grosso. Segundo ele, a Secretaria analisa a possibilidade de ampliação de leitos no interior do Estado, mas “nenhum estado do Brasil tem capacidade de ampliar número de leitos com a velocidade necessária”, alertou.

“A população acha que a pandemia acabou, praticamente não ouviu as recomendações das autoridades sanitárias, basta notar o comportamento da população, e esse é um efeito colateral claro quando não se atende a esses requisitos”, lamentou. “As festas, as eleições, as aglomerações e o comportamento da população automaticamente levaria ao crescimento no número de casos. Estamos beirando os dois mil casos por dia e aqueles 5% de infectados, tal como eu, vão demandar por uma assistência hospitalar”, completou.

Segundo Gilberto, há limitações na possibilidade de atendimento hospitalar. “A rede privada já está colapsada. Na rede pública, dos mais de 400 leitos de UTI que dispomos no SUS, o Estado já está com 62% de taxa de ocupação, em alguns locais já com 100%, e nós não temos leitos de UTI em todos os municípios do Estado. Então mais uma vez é preciso alertar a população”, alertou.

A única solução, segundo o secretário, é a prevenção. “Nesse momento o risco aumenta pelo número de infectados, a contaminação aumenta, e muitos irão ter dificuldade, porque na hora que precisar eles não terão leito disponível. Nenhum estado do Brasil tem capacidade de ampliar número de leitos com a velocidade necessária, na maioria dos municípios de Mato Grosso não existe infraestrutura para montar leitos de UTI, então nós temos que concentrar nos municípios em que temos condição, especialmente aqui na baixada cuiabana. Estamos sim analisando nesse momento a possibilidade de ampliação de leitos no interior, onde é mais difícil abrir leitos. Por isso especialmente aqueles que estão no grupo de risco devem se proteger nesse momento para evitar que sejam infectados e ter agravamento da doença”, finalizou.

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